quinta-feira, 25 de julho de 2013

criado pelo hábito, o hábito de viver.

[Vamos perdendo racionalidade, a lógica dispersa-se e o real ganha dimensões medíocres. Entramos num jogo de comodismo, na luta pela permanência do habitualmente natural, porque fora disso só abismo.]

De mão dada com a rotina ficou perdido no cómodo passado que criou sob as fracas bases que projectou  para sustentar a vida fictícia que idealizou.
Habituado a cumprir o hábito por hábito o ser criou em si um mundo de comodismos. O seu mundo é a sua zona de conforto limitada pelos passos que ficaram por dar. O medo falará sempre mais alto para quem vive rodeado do que mais precisa, e para quem o hábito vence a vontade de vencer. Os facilitismos que os levam a construir na vida cada alicerce da sua rotina serão para sempre o sabor do desgaste humano de não saber "beber com moderação". Mas o hábito tornou-se vício, e viver passou a ser um verbo condicionado.
Habituados a mediocridade de conhecer uma única vida vivem conformados com a linha que os acompanha dia após dia na caminhada reta e perfeita que desenham. Entram em loop ciclico e sem que o possam ver entraram na arena do comodismo em que viver virou um jogo onde só são permitidos os jogadores que cumprirem as regras estabelecidas. Viver ganhou condições e a razão foi substituída pela impulsividade de não saber o ciclo em que se caiu.




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