quarta-feira, 25 de abril de 2012

A autenticidade de um mundo sem créditos

Não subestimo ninguém. Não me digam o valor de alguém pelo que faz, como se apresenta ou como se expressa.
Histórias percorrem vozes que calam o silêncio de uma verdade capaz de escandalizar as almas que mergulhadas em contos fecham os olhos à realidade a que eles próprios pertencem! O mundo não conhece a sua própria essência, não conhece realidades afundadas em coragem e animo, não conhece a luta daqueles cuja sobrevivência é permanentemente posta em risco! E quando conhece olha-lhe com os olhos errados, olhos de reprovação, olhos que excluem aquele que por motivos maiores cresceu rápido demais. 
E quando, numa noite, numa mesa de um café, por qualquer motivo ouvimos o relato sucinto e comedido de histórias que na educação recebem o nome de "mundo à parte" percebemos que realidades opostas convergem bem cedo num mundo em que a realidade ainda tem nome de marginalidade cinemática!
Corajosos capazes de enfrentar realidades escondidas batalham pela sobrevivência de um sorriso. Escondem passados em luta por um futuro assegurado que eventualmente possam ter, mas que a sociedade reprova, descrimina e torna barreira qualquer incentivo que pudesse surgir. O erro do mundo em que nasceu é sobreposto à conquista do mundo que criou deixando invisível os sucessos que em vida lhe valeram a sobrevivência neste mundo em que autenticidade deixou de ter créditos.


domingo, 22 de abril de 2012

O renascer...

Mentes encanceradas lutam pelo renascer de uma alma que foi em tempos o brilho de um ser genuíno e puramente seguro. Aos poucos e poucos pedaços de uma obra que, outrora, fora o auge do carisma juntam-se dando indícios do renascer do poder que à tanto procurava. As palavras começam a ganhar um ritmo próprio, lento mas próprio, e só o ritmo que agora possuem já é um avanço na pesquisa do reencontro com um ser que há muito não aparecia. A necessidade extrema de mudança, o precisar de fugir destas paredes que há muito me rodeiam, que me cercam a mente e a obra da escrita. Em busca de vícios alimentei a preguiça de não querer saciar a alma que há muito pedia por mais. Acorrentada releio memórias que foram em tempos o relatório do dia. Mas tudo permanece igual, tudo à espera de nova ordem de partida que nunca mais chega...


sábado, 21 de abril de 2012

E assim nasce o Yellow Boy in bright words, quem sabe se por diversão, ou talvez para recuperar o velho hábito de escrever. Partilhar registos fotográfico, pensamentos e memórias que transportadas para texto e acompanhadas de uma foto/música proporcionam um bonito momento de leitura àqueles que muito possivelmente se reconhecem nos textos que lêem, nas imagens que vêem ou nas músicas que ouvem.