domingo, 30 de dezembro de 2012

Falsas excepções vão aparecer na vida até que a verdadeira excepção apareça na vida daquele que sempre esperou por uma verdade que fosse a real.
A incapacidade de falar o que sente, a insatisfação de não saber o que sente e a angustia de suspeitar que tudo será história repetida deixam caminhos por percorrer, histórias por contar e barreiras por ultrapassar. E se tudo isto for escrito, será escrito o mais fiel testemunho de uma alma rodeada de condicionantes presos por um cordão umbilical que, erradamente, permaneceu ligado até ao presente.
Mas a história segue, como sempre seguiu, de mão dada com a esperança, e bem perto da coragem. As defesas para tudo o que possa vir causar danos mantêm-se activas, até que alguém lhe consiga baixar a guarda (mesmo que só por uns momentos).
Mas o incrível é ver todos os impulsos emocionais subirem, todas as inseguranças caírem e as esperanças lutarem por um caminho aparentemente visto o correto. Tudo desaba com o conteúdo de um olhar, um impacto que nem físico chega a ser
E o futuro continua longe, porque o sonho é curto e tem lacunas que nem o ser mais lúcido consegue preencher antecipadamente.
ninguém disse que ser feliz era fácil, e essa continua a ser a esperança de um ser que se conforta com a crença no estoicismo, porque, na verdade, Deus tem um plano para ti. Feliz de ti que confias Nele, porque é ele o autor dessa esperança que mantens activa e que te faz acreditar que tudo vai mudar.
E por enquanto relaxa, o momento lúcido, com muito pouco de racional, vai adormecer dando espaço para que o mundo real acorde, eles vão chegar...
o Relógio vai tocar, a música acabar e a inspiração desvanecer,mas relaxa... tudo volta, tudo fica bem. E enquanto não fica, a esperança mantém-se activa para iluminar um futuro, afundado em incertezas, que não tarda em chegar.
O que ficou por dizer continua mergulhado numa onde de sentimentos que não consegues explicar porque a verdade é que o tempo corre contra ti. Tempo... o teu maior aliado, para o bem e o para o mal, para o começo e para o fim!

sábado, 8 de setembro de 2012

de uma vida curta a um olhar verdadeiro

A vida é curta, demasiado curta! Curta para aqueles que, aventureiros, testam e põe à prova o mundo à sua volta. 
A vida é Curta para aqueles que vivem segundo a segundo sem pensar no seguinte. Curta para aqueles que dão tudo por tudo esquecendo o passado. Curta para aqueles que ouvem um música over and over again esperando apenas aquela palavra que, inexplicavelmente, lhe fará sorrir apenas porque sim. E a vida ser curta será sempre a maldição daqueles que estão sempre dispostos a mais, mais para dar, mais para querer, ver e viver. e a sua insatisfação será sempre constante, a vontade dinâmica e o sonho ambicioso. pobres daqueles que num mundo conformado com um terrível conformismo são glorificados pelos seus feitos, feitos que aos olhos do próprio tinham muito mais para dar. há muito que almas capacitadas de ousadia refinada deixaram de concretizar suas glórias... não pelo medo de falhar mas sim pelo excesso de brilho das luzes de presença que não mais fazem senão transformar ambições em meras fantasias ridículas e conquistas em sonhos mentais impossiveis de concretizar. e o brilho, que por mais fraco que seja, teima em ofuscar todo um ser que por muito que cresça irá sempre respeitar a consciência na hora de adormecer. sentimentos continuam escondidos, vozes caladas, mentalidades fechadas e olhares mergulhados em certezas que a racionalidade transformará em palavras. ah... palavras, que fraco testemunho de um olhar! olhares gloriosos cheios de sintonia e certezas, sonham com o que as palavras nunca conhecerão. Manipulam verbos e textos bonitos que escondem sentimentos e vontades de voar, falam daquilo que ninguém nota. e as palavras que multifacetadas agradam a todos que delas retirem uma interpretação lógica e racional? Fraca das palavras que de tão racionais que são, escondem olhares inovadores e irreverentes que, de tão fortes serem gozam de uma inocência que o formalismo de uma mente racional nunca acompanhará. Felizes daqueles que sempre mais ambicionam, felizes daqueles que de uma vida curta sabem ler um olhar verdadeiro.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pensamento perdido

Entre o real e o ideal existe o ser que mais carinho te possui. Demasiado próximo para amor, demasiado longe para paixão. Algures entre o querer e o ter existe uma quebra que te faz perder o momento intolerável que vives no presente. Jovem inconsciente, extremamente imprudente, perdes o controlo das emoções que transcendem a mente tornando-se acções que desenquadradas à realidade destrocem verdades que bem próximas transformam o modo de ver um mundo dito como civilizado. Talvez seja o medo de não ter, ou quem sabe o de perder... Numa realidade de semelhanças, respeito e prazeres nada peço mais que uma mente ciente e consciente do perigo, racional e tão radical como tu!

O abraço esocndido pelo controlo da impulsividade

O que o coração sente a mente racionaliza, desvalorizando o sentimento que proporcionado pela emoção do momento nos leva a uma saudade do passado. A espontaneidade do coração é encoberta pela visão limitada de um ser que se acha no direito de creditar como imaginação todo e qualquer momento que exceda a sua zona de conformo. A ousadia de uma alma é perdida nas ondas de uma sociedade em que o verdadeiro deixou de ser crença, a simpatia meio para um fim, e onde os sonhos são afundados pela própria racionalidade do ser. A luta pelo evoluir de um sentimento transformou-se num "deixa andar", onde o andar é encerramento de um caminho pelo sonho e pelo que o coração iniciou.
Os sentimentos são escritos num bolg, os sonhos limitados pela racionalidade e as palavras escondidas atrás de outras palavras que escondem o sentimento que por detrás está à flor da pele.
Merda para a racionalidade, merda para o auto-controlo, merda para o que fica bem aos olhos da sociedade! A ousadia é alma da evolução de um futuro que controlado pela natureza formal do ser humano não dará asas à espontaneidade do momento. Devoção, a paixão, felicidade... fruto de um impulso tanto quanto natural, assim deveria ser! Inconscientemente o coração é travado pelo pensar ao qual chamamos de realidade, o ser desacreditasse acreditando que toda a realidade, todo o seu encanto não passa de imaginação. Já não mais os sonhos surgem para serem realizados mas sim para a sobrevalorização de um ser que não mais se acha capaz de atingir os objectivos que traçou no seu momento de euforia, aquele pequeno momento em que a racionalidade adormece deixando à toa o poder de uma alma que tudo é capaz de atingir!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A autenticidade de um mundo sem créditos

Não subestimo ninguém. Não me digam o valor de alguém pelo que faz, como se apresenta ou como se expressa.
Histórias percorrem vozes que calam o silêncio de uma verdade capaz de escandalizar as almas que mergulhadas em contos fecham os olhos à realidade a que eles próprios pertencem! O mundo não conhece a sua própria essência, não conhece realidades afundadas em coragem e animo, não conhece a luta daqueles cuja sobrevivência é permanentemente posta em risco! E quando conhece olha-lhe com os olhos errados, olhos de reprovação, olhos que excluem aquele que por motivos maiores cresceu rápido demais. 
E quando, numa noite, numa mesa de um café, por qualquer motivo ouvimos o relato sucinto e comedido de histórias que na educação recebem o nome de "mundo à parte" percebemos que realidades opostas convergem bem cedo num mundo em que a realidade ainda tem nome de marginalidade cinemática!
Corajosos capazes de enfrentar realidades escondidas batalham pela sobrevivência de um sorriso. Escondem passados em luta por um futuro assegurado que eventualmente possam ter, mas que a sociedade reprova, descrimina e torna barreira qualquer incentivo que pudesse surgir. O erro do mundo em que nasceu é sobreposto à conquista do mundo que criou deixando invisível os sucessos que em vida lhe valeram a sobrevivência neste mundo em que autenticidade deixou de ter créditos.


domingo, 22 de abril de 2012

O renascer...

Mentes encanceradas lutam pelo renascer de uma alma que foi em tempos o brilho de um ser genuíno e puramente seguro. Aos poucos e poucos pedaços de uma obra que, outrora, fora o auge do carisma juntam-se dando indícios do renascer do poder que à tanto procurava. As palavras começam a ganhar um ritmo próprio, lento mas próprio, e só o ritmo que agora possuem já é um avanço na pesquisa do reencontro com um ser que há muito não aparecia. A necessidade extrema de mudança, o precisar de fugir destas paredes que há muito me rodeiam, que me cercam a mente e a obra da escrita. Em busca de vícios alimentei a preguiça de não querer saciar a alma que há muito pedia por mais. Acorrentada releio memórias que foram em tempos o relatório do dia. Mas tudo permanece igual, tudo à espera de nova ordem de partida que nunca mais chega...


sábado, 21 de abril de 2012

E assim nasce o Yellow Boy in bright words, quem sabe se por diversão, ou talvez para recuperar o velho hábito de escrever. Partilhar registos fotográfico, pensamentos e memórias que transportadas para texto e acompanhadas de uma foto/música proporcionam um bonito momento de leitura àqueles que muito possivelmente se reconhecem nos textos que lêem, nas imagens que vêem ou nas músicas que ouvem.